Dói-me a cabeça quando te recordo. Parece que a minha pele raspa numa parece e se esfola. Sinto a minha mente perder-se na imensidão do que nada ficou. Abro os olhos e já não recordo a voz que me fazia adormecer, já não recordo o toque que me fazia estremecer, esqueci o rosto que dava luz aos meus olhos, esqueci o corpo que temperava o meu corpo. Parece que nunca nos pertencemos, parece que nunca existimos, nem mesmo quando os nossos corpos se fundiam em suor e em gemidos. Parece que vive dentro de mim a tua sombra, e assusta-me tanto!! Assusta-me recordar uma sombra cinzenta e não conseguir ver os teus olhos...
O meu Kafka à Beira-Mar

Parece que te vejo em todas as pessoas que passam por mim. Parece que ainda te sinto ao meu lado a beijar-me as pálpebras enquanto me embalavas num sono profundo mas tão doce....
Publicada por
Gui
em
Segunda-feira, Novembro 09, 2009
1 comentários
Passa as tuas mãos pelo meu corpo bem ao de leve. Cheira a minha pele que anseia por ti... Sussurra-me palavras doces ao meu ouvido e deixa-me ficar deitada no teu peito mais 5 minutos. Depoi prometo ir-me embora para bem longe. Deixa apenas que fotografe e calque em mim a textura da tua pele. Abraça-me durante breves segundos para que depois me possa ir embora para bem longe mas assim sei que me vou sentir segura. Dá-me um beijo devagarinho para que possa ir-me embora com o sabor dos teus lábios cravados nos meus. Acaricia-me o cabelo para que possa ir-me embora com o teu toque. Entrelaça as tuas mãos nas minhas para que depois possa ir-me embora para bem longe mas contigo sempre ao meu lado. Deixa um pouco de ti em mim para que possa seguir em frente sem ter problemas em recordar-te meu grande amor.
Publicada por
Gui
em
Sexta-feira, Setembro 25, 2009
0
comentários
Depois que crescemos parece que perdemos a nossa essência.
Tenho saudades das mãos dadas entre amigos.
Tenho saudades das horas passadas a jogar conversa fora e do grande amor que jurámos uns aos outros, para todo o sempre. Mesmo que a vida nos afastasse milhares de quilometros. Hoje, enquanto ouço as canções que nos faziam dançar horas a fio, parece que uma parte de mim ficou perdida. Talvez restem apenas as recordações doces dos caminhos, das bebedeiras elouquentes, das mentirinhas, das ressacas, do estudo convertido em 'palhaçada'.
Tenho saudades das festas na alma, de acreditar que tudo ia ser sempre perfeito, que os cheiros iam ser sempre os mesmos e que as mãos nunca se iam desentrelaçar. Confesso que tantas e tantas vezes as lágrimas me invadem, num misto de felicidade e tristeza, quando recordo as expressões, os amores eternos que jurávamos a alguém, dos medos que partilhámos em cada esquina. Chega a dar vontade de construir uma máquina do tempo e voltar para trás, voltar ao amparo dos amigos que conheceram toda a essência que me constrói e que faz parte de mim. Dá vontade de abraçar a fotografia que guardo, dá vontade de ouvir todas as músicas que nos pertenceram e dançar até de manhã. Dá vontade de parar no tempo e recordar as vozes de cada um, o sorriso e os abraços. Dá vontade de ser sempre criança e acreditar que vão estar comigo sempre.
Publicada por
Gui
em
Segunda-feira, Setembro 14, 2009
1 comentários

Cheguei a pensar que não tinhas nenhum defeito. Pensei até que não te conhecia e que eras uma criação da minha cabeça. O retrato fidedigno de alguém que idealizei para mim nos meus sonhos. Os dias foram passando enquanto me mantive ao teu lado, sempre com a ideia de alguém que afinal até existe mas por raros momentos. Hoje percebo que é isso que me agarra a ti, os raros momentos em que és a pessoa que idealizei para mim, perfeito em corpo e alma. Perfeito em humor e em amor. Doce e atrevido, inteligente e sofisticado. Quando me ensinas a gostar de um filme ou de uma música ou quando me contas uma descoberta qualquer. Quando me chamas à razão e me mostras as saidas que tenho e fazes 'festinhas' na minha alma para que me acalme e não 'arrepele' cabelo. É nestes momentos que olho para ti e me apetece agarrar-te nos meus braços e apertar-te para que não saias dali, para que sejas sempre a pessoa mais doce que conheço, para que me sinta sempre protegida.
Mas ao mesmo tempo que isto acontece, consegues ser também a pessoa que mais tenho medo, consegues fazer-me sentir sensações opostas e que desconhecia em mim. Consegues desalinhar-me e até tirar-me do sério. Consegues que pare durante alguns/muitos instantes para me voltar a encontrar sem cair no vazio que uma mágoa pode deixar. E quando fecho os meus olhos e pouso a mão no meu peito, agarro uma recordação qualquer, uma recordação que me faz acreditar que serás meu para sempre.
Publicada por
Gui
em
Sexta-feira, Setembro 11, 2009
0
comentários
A minha mãe
Talvez tenhas razão quando ao telefone me disseste que me amavas e que a única coisa que querias era que eu fosse feliz. Que a única coisa que querias era que eu fosse mais segura de mim mesma e que procurasse primeiro que tudo, o meu bem-estar. Mas desculpa, sabes muito bem que nunca fui assim. Sabes que aguento todas as facadas e todas a intempéries da vida, sabes que sofro com isso e que por vezes me apetece fugir com vergonha. Ao mesmo tempo que me amas com todos os defeitos que outros não suportam, que sou sempre fiel a mim. E que os erros que cometo têm sempre uma explicação, salvar alguém. É esse o amor que te dedico desde que nasci. O amor imperfeito que nos liga é o mais sincero que pode existir. Mesmo quando nos esquecemos da ligação que nos une. Desculpa! Nunca te prometi ser perfeita e nunca o quis ser apesar de teres tentado. Desculpa! Sou talvez aquilo que nunca quiseste, sou a desilussão estampada no teu rosto, desde sempre. Embora tenha percorido todos os sonhos sozinha e tenha lutado com toda a força que me impuseste desde sempre. Embora te tenha protegido de todas as falsas verdades que circundavam o meu mundo. Embora tenha 'berrado' em silêncio para que não envelhecesses mais e tenha sofrido todos os momentos por ser aquilo que nunca quiseste que fosse. Mas minha Mãe, foi assim que me construi e que aprendi a ser. Sem nunca esquecer, porque guardo comigo, toda as palavras que me disseste ao longo de todas as fases da minha vida. Desculpa as lágrimas que te ouvi derramar por mim e desculpa não ser aquilo que idealizaste!
Mas continuo a amar-te todos os dias.
Publicada por
Gui
em
Sexta-feira, Julho 31, 2009
0
comentários
Ao amor da minha vida... ao eterno...
Tenho p'ra mim
Que hei-de casar-me contigo...
Como naquele sonho...
Corria o ano 2000...
:o)
Publicada por
Gui
em
Quarta-feira, Junho 24, 2009
0
comentários
Nao tem mal Part II
Não tem mal...
Que nunca me tenhas pertencido.
Não tem mal já não quereres que os nossos passos andem sincronizados.
E nunca chores a minha ausência. Sorri-lhe... Enquanto me souberes viva.
Brinda a mim todas as vezes que beberes um copo de vinho. É sinal que estarei em qualquer lado a iluminar a vida de alguém.
Como iluminei a tua... Ainda te lembras disso?
Não tem mal se não te lembrares. O que interessa é aquilo que carrego e a paz de espirito que hoje me invade.
Não tem mal que me tenhas mentido. Até isso eu sei esquecer. Até as lágrimas amargas que me fizeste derramar. Até o desespero que me invadia a cama cada vez que não te tinha ao meu lado. Não tem mal "pequeno pássaro".
Mesmo que me sinta triste na tua terrivel ausência e quando a saudade me visitar... Não tem mal. Eu sei onde estás.
A voar! Basta olhar para o céu que te verei sempre que quiser.
"Pequeno Pássaro"
Publicada por
Gui
em
Sábado, Junho 06, 2009
1 comentários
Não tem mal
Não tem mal...
Arrancaste um pouco de mim.
Mas esse pedaço fui eu quem to quis dar.
Como prova, como prémio.
Esse pedaço de mim pertence-te, embora eu me sinta vazia de ti.
Também não tem mal.
Assim é tudo mais limpo...
Não procuro gritos, lágrimas ou desespero.
Quero agora aquela calma e paz de que necessito.
Nem que para isso tenha de esquecer os verdadeiros momentos que nos uniram.
Mas isso foi no tempo em que acreditávamos um no outro.
Agora parece tudo tão nublado. Não te conheço e nem tu a mim.
E se um dia nos virmos na rua, já não vamos relembrar a cara um do outro.
Porque o que ficou foi a ténue sombra de alguém...
Publicada por
Gui
em
Terça-feira, Junho 02, 2009
0
comentários
Concetto Spaziale
Olho as ruas em silêncio enquanto tento recordar-te. Está tudo tão calmo. Não vejo ninguém. Passeio sozinha e vou-me envolvendo na brisa que me acaricia a pele. Chega-me a recordação de ti. Da tua alma e do teu sorriso. Pareces real. Parece que te tenho aqui ao meu lado, como antigamente. Parece que sinto as tua mãos no meu cabelo. Sinto os mesmos arrepios que sentia quando me sorrias. Sinto a alma aquecer ao sentir que me abraças e que me tocas. Que falta que me fazes... Nestas maldias ruas frias e sombrias. Malditas lágrimas que me cegam ao aperceber-me que não pertences à minha louca realidade. Maldita ansiedade que perfura o meu coração quando acredito que ainda vais voltar. Que saudades das palavras isoladas e que nunca conseguias repetir. Agora procuro lembrar-me de tudo, procuro reconstituir na minha cabeça toda a nossa história. Quero escreve-la num livro. Para poder facilmente lê-la. Asssim sei que nunca te irei esquecer. Assim já posso dormir tranquila. Está aqui ao meu lado. Só porque sei que não somos eternos um para outro. Só porque sei que assim estarás sempre ao meu lado sem precisares de mo prometer. Assim levo-te para onde quiser ir.... está lá o teu perfume. Está lá a tua essência. Assim já posso chorar de felicidade, quando um dia fores embora. Não corro o risco de te perder, nunca. Quero-te aqui ao meu lado, a percorrer comigo todos os sonhos que ainda tenho para concretizar. Assim sei que tudo será perfeito.
Publicada por
Gui
em
Segunda-feira, Maio 25, 2009
0
comentários